Manejo clínico nutricional pós inserção do balão intragástrico (BIG)
- Luísa Schiavini
- 4 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

Este conteúdo é direcionado para profissionais.
Manejar clinicamente um paciente pós inserção de balão intragástrico para tratamento da obesidade pode ser um desafio, especialmente se a comunicação com a equipe é falha. Abaixo constam os highlits da publicação AGA Clinical Practice Guidelines on Intragastric Balloons in the Management of Obesity de 2021.
Indivíduos com obesidade buscando intervenção para perda de peso que tiveram falha em estratégias convencionais, sugere-se uso de terapia com BIG com mudança de estilo de vida (MEV) como estratégia superior a apenas MEV – recomendação condicional, qualidade de evidência moderada.
Obs.: balões com líquidos podem ser associados a maior perda de peso, menor tolerância e menor perfil de segurança em comparação a balões com gás.
MEV moderada-intensa em indivíduos com obesidade com BIG para manter e aumentar a perda de peso – recomendação forte, qualidade de evidência moderada.
Profilaxia com inibidores de bomba de prótons para prevenir sangramentos devido à erosão da mucosa do TGI superior. Pede-se que se use a menor dose e o menor tempo de duração do tratamento para reduzir efeitos colaterais – recomendação forte, qualidade de evidência moderada.
Regimes anestésicos associados a baixa incidência de náuseas e antieméticos perioperatórios. Sugere-se um regime de antiemético programado por 2 semanas após a colocação do balão – recomendação condicional, qualidade de evidência baixa.
Suplementação diária com 1-2 doses (adulto) de multivitamínicos depois da inserção do balão (foco em tiamina) – recomendação condicional, qualidade de evidência muito baixa.
Após a remoção do balão, sugere-se intervenção em perda ou manutenção de peso, incluindo intervenções dietéticas, farmacoterapia, repetição da inserção do balão ou cirurgia bariátrica – recomendação condicional, qualidade de evidência baixa.
Dieta hipocalórica e hiperproteica no pré e pós-operatório.
Evitar ao máximo bebidas alcoólicas, gaseificadas, doces e gorduras em geral, especialmente no pós-operatório.
Respeitar consistência de dieta no pós-operatório conforme orientação da equipe da cirurgia (normalmente dividida em líquida, pastosa, branda e normal).
Embora não exista recomendação oficial, é prudente avaliar ingesta e status de micronutrientes para recomendação de suplementação.
Assim como qualquer intervenção cirúrgica para emagrecimento, é necessário avaliar o comportamento alimentar dos pacientes a fim de aliviar ao máximo o sofrimento durante o processo e evitar o reganho de peso. Equipe multidisciplinar é indispensável.
Referência:
AGA Clinical Practice Guidelines on Intragastric Balloons in the Management of Obesity
Thiruvengadam Muniraj,¹ Lukejohn W. Day,² Levi M. Teigen,³ Edith Y. Ho,⁴ Shahnaz Sultan,⁶ Perica Davitkov,⁵,⁷ Raj Shah,⁵,⁷,⁸ and M. Hassan Murad⁹
Gastroenterology 2021;160:1799–1808
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